Como a Tecnologia Rouba Seus Momentos e Acelera a Vida

Como você entende o conceito de tempo?

O quanto você o considera rápido? E devagar?

Sempre me surpreendo com as respostas das pessoas sobre esse tema, especialmente a percepção delas referente ao que é rápido e o que é devagar. Para algumas parece que o tempo não passa enquanto para outras é como se o tempo estivesse sempre escapando por entre os dedos de tão rápido.

Todavia, independentemente se o tempo passa rápido ou devagar, a opinião geral costuma ser a mesma, não conseguimos aproveitar o tempo que temos, pois ele passa sem que percebamos e quando vemos já se foi e com ele as oportunidades.

A vida passa rápido demais e o que fica é a impressão de que ontem mesmo comemorávamos as festas do Ano Novo e depois de amanhã já precisamos nos ocupar de escolher presentes porque o Natal está virando a esquina.

O pior de tudo é saber que logo depois será Ano Novo outra vez e perceber que mais um ano inteiro se passou e não vimos ou sequer aproveitamos, sendo que a única certeza que fica é que estamos ficando mais velhos; isso e a indagação sobre o que fizemos durante todo o restante do ano, além de perder tempo e oportunidades.

Para falar a verdade, acredito que a maioria de nós não faz essa última indagação, seja porque nem notou que nada fez e já se habituou à essa rotina ou porque não quer se frustrar por não ter vivido o que acha que poderia, merecia ou deveria ter feito.

No final das contas, o que sobra é a certeza que o tempo passou e você não aproveitou como queria ou como gostaria, ficando a sensação de que a vida passa rápido demais.

E essa velocidade ainda é acelerada pela necessidade de se manter conectado, afinal outras pessoas lhe enviaram mensagens agora e você precisa responder imediatamente. São tantos aplicativos, grupos, mensagens, textos, e-mails, vídeos e figurinhas exigindo sua atenção e seria falta de educação e uma falha na tal netiqueta não responder imediatamente.

– Ah! Eu respondo rapidinho. É só um instantinho. – diria você, até que mais de uma hora depois seu instantinho é concluído e você novamente não viu o tempo passar. Mas fazer o quê, neste mundo moderno e tecnológico é fundamental estar conectado para manter-se atualizado, mesmo que seja apenas sobre o mais novo meme ou sobre a última fakenews.

O problema é que esse hábito de desperdiçar tempo em nome da tecnologia…

Está bem, já estou refazendo a frase, esse hábito de investir tempo em favor da tecnologia se transformou em cultura, uma cultura socialmente aceita que produz diversos efeitos colaterais.

Lembro-me que a alguns anos as empresas promoviam campanhas estimulando o uso de tecnologias, o uso de aplicativos de conectividade e alardeavam o uso do wifi como meio de ganhar tempo para você. Nunca estivemos tão enganados.

Hoje, algumas destas mesmas empresas promovem em suas campanhas justamente o contrário, incentivando-nos a deixar a tecnologia e a conectividade de lado, pelo menos um pouco, para nos conectarmos de verdade e fisicamente com outras pessoas.

Elas fazem isso porque são socialmente conscientes? Algumas sim – talvez até a maioria seja assim – mas é provável que a principal razão seja econômica.

A falta de atenção provocada por toda essa conectividade constante tem produzido perdas crescentes de produtividade a cada ano.

Segundo pesquisa do site Career Builder, site norte-americano sobre carreiras, publicada em 2016, mais de 50% dos empregadores culpa o uso do smartphone pela falta de produtividade e o curioso é que, segundo a mesma pesquisa, 2 em cada 3 pessoas, ou seja, cerca de 66% admitem que o utilizam diversas vezes ao dia, inclusive enquanto executam seu trabalho.

A pesquisa identificou ainda que, segundo a maioria dos empregadores, duas ou mais horas são perdidas porque os funcionários estão distraídos, conectados em alguma rede social.

Duas ou mais horas perdidas!

Levando em consideração que nós deveríamos dormir 8 horas, sobrariam 16 horas para usarmos para viver. Dessas, de 6 a 8 horas ficam para nossa atividade profissional, mais 1 hora de almoço, o que nos deixam de 6 a 7 horas para todo o restante, como estudar, nos deslocar no trânsito, fazer outras refeições, higiene pessoal, namorar, nos divertir e não podemos esquecer que perdemos aquelas 2 horas, no mínimo, então na realidade sobram apenas umas 4 horas diárias para todo o resto, porque teremos que fazer hora extra ou levar trabalho para casa.

Resumindo, se para você a vida passa rápido demais é provável que você esteja investindo (ou desperdiçando) seu tempo em outros objetivos ao invés de viver.

Sugiro, se esse é o seu caso, que você reveja suas prioridades e invista em autodisciplina, caso contrário, você vai continuar vendo a vida passar na telinha do seu smartphone… e depressa demais.

Comentário Final:

A reflexão central sobre como a vida passa rápido demais, muitas vezes sem que aproveitemos o tempo como gostaríamos, pode ser relacionada a outros artigos já publicados, como [A vida não é só preto e branco], onde refletimos sobre as escolhas que fazemos e como elas impactam nossa percepção da realidade. Também é interessante notar como a necessidade de se manter conectado acelera essa sensação, o que remete à ideia discutida em [Milhares de “Amigos”. Tem certeza?], onde questionamos o valor das interações virtuais em comparação com as reais. Além disso, a reflexão sobre a produtividade e a perda de tempo em nome da tecnologia pode ser conectada com [Felicidade Insatisfeita], pois ambos os textos tratam da busca constante por mais, sem percebermos o que realmente importa.

Convite:

Se você está refletindo sobre como o tempo tem passado rapidamente em sua vida, convido você a conhecer meus livros, onde exploro mais profundamente questões como o equilíbrio entre as demandas da vida moderna e a busca por um tempo bem aproveitado. A reflexão é o primeiro passo para transformar o tempo que você tem!

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A Essência Por Trás das Minhas Palavras

Reflexão Profunda sobre a Percepção Subjetiva do Tempo

Quando escrevi sobre a percepção subjetiva do tempo, estava tentando explorar como cada pessoa vive essa experiência de forma tão distinta. Claro, a ideia de que o tempo é percebido de formas diferentes já apareceu em vários campos, como na psicologia e na filosofia, mas a minha intenção foi ir além. O que me interessa é justamente o contraste entre duas sensações muito humanas: por um lado, aquele momento em que sentimos o tempo “escapando” pelas nossas mãos, como se ele passasse rápido demais, e, por outro, a sensação de que o tempo “não passa”, como quando estamos esperando por algo ou, por qualquer razão, sentimos que os minutos se arrastam. Eu queria que a reflexão fosse mais acessível e tocasse na realidade cotidiana das pessoas, especialmente nas que vivem hoje na modernidade, de maneira tão acelerada. Quando falo dessa percepção do tempo, falo em como isso ressoa na vida de quem vive no presente, com a correria e as distrações do dia a dia.

Crítica ao Papel da Tecnologia no Desperdício do Tempo

Eu sei que a crítica à tecnologia como uma vilã do nosso tempo não é algo novo, mas o que tentei fazer aqui foi destacar uma ironia muito interessante. A tecnologia, que originalmente foi prometida como uma grande aliada para nos dar mais tempo, muitas vezes se tornou uma das principais responsáveis pela sensação de tempo perdido. O mais curioso dessa dinâmica é o ciclo paradoxal no qual estamos presos: a tecnologia, que nos vendeu a ideia de economia de tempo, acaba nos consumindo de uma maneira que mal percebemos até ser tarde demais. Eu queria também chamar atenção para como essa mudança afetou a cultura de maneira profunda, com as próprias empresas que nos incentivaram a estarmos conectados, agora refletindo sobre os impactos disso. Esse aspecto mais crítico não se limita a falar apenas do uso excessivo, mas questiona até que ponto essas novas formas de conectividade, que alteram a maneira como nos relacionamos e trabalhamos, realmente contribuem para o nosso bem-estar pessoal e produtividade.

Conscientização da Necessidade de “Desconectar”

Quando me refiro à necessidade de “desconectar”, não estou simplesmente condenando a tecnologia de forma simplista. Ao contrário, o foco está nas complexas mudanças culturais criadas por essa era digital, e como as próprias empresas, que incentivaram o uso incessante de seus produtos, agora sugerem que possamos nos afastar um pouco. A questão não é apenas a tecnologia em si, mas como ela nos colocou em um ciclo de conectividade que, paradoxalmente, nos desconecta das coisas mais importantes: o tempo genuíno que passamos com as pessoas, os momentos que realmente vivemos e a experiência real da vida. Essa crítica é mais sutil do que simplesmente dizer que a tecnologia é ruim — ela é um convite para que repensemos o que realmente valorizamos no nosso tempo e no que gastamos nosso tempo.

A Conexão Entre Produtividade e Qualidade de Vida

O ponto sobre a produtividade foi algo que eu queria explorar de forma concreta, porque sinto que a tecnologia não afeta apenas a nossa rotina de trabalho, mas também o nosso tempo pessoal, o tempo que deveria ser nosso para viver a vida de forma mais plena. Ao abordar como as distrações tecnológicas no trabalho impactam a produtividade, percebo que, na prática, isso acaba roubando nosso tempo para nós mesmos. O que eu queria que as pessoas entendessem é que, na correria para se manter produtivos, muitas vezes deixamos de aproveitar o que realmente importa. Refleti muito sobre como isso afeta a vida das pessoas — especialmente aquelas que têm dificuldade em enxergar como o tempo se esvai entre uma tarefa e outra. Isso nos faz questionar as nossas próprias escolhas e as prioridades que estamos estabelecendo.

O Apelo à Autodisciplina

Quando falei sobre a autodisciplina, eu quis trazer algo prático e tangível para que as pessoas pudessem agir, ao invés de apenas lamentar o tempo perdido. Muitos textos sobre tempo e produtividade falam sobre coisas mais abstratas, como “aproveitar o momento” ou “ser mais presente”, e eu quis fugir disso, propondo uma resposta mais ativa: a autodisciplina. Acho que é um caminho necessário para que possamos retomar o controle sobre nosso tempo, ao invés de sermos arrastados pelo fluxo da vida. A ideia não é só apontar um problema, mas também sugerir uma solução que realmente ajude as pessoas a se reconectarem com o que é importante para elas. A autodisciplina é uma ferramenta que pode ser usada para investir no que realmente importa, e para mim, isso é a chave para uma vida mais equilibrada e com mais propósito.

Conclusão: Reflexão do Tempo e da Tecnologia

Embora os temas sobre o tempo, a tecnologia e a produtividade sejam amplamente discutidos, minha reflexão busca conectá-los de uma forma mais profunda, com uma crítica construtiva e uma proposta de reflexão mais prática. A ideia de como a cultura moderna e a tecnologia moldam a nossa percepção do tempo, ao mesmo tempo em que impõem novos padrões, foi o que eu quis destacar. O foco não está apenas em diagnosticar a nossa relação com o tempo, mas também em convidar o leitor a repensar seus próprios comportamentos e escolhas. No fim, não se trata só de uma crítica, mas de uma forma de nos mostrar alternativas para viver de maneira mais plena, refletindo sobre como o uso do tempo se conecta com nossa saúde mental e nossa qualidade de vida.